impressões…
27/04/12
Você de tão idealista, muitas vezes é tachado como louco, aventureiro e sem raízes. Quando vive essa ideologia com intensidade, percebe que cada vez você desapega mais da sua “zona de conforto” e a luta diária por transformações acaba tocando a sua alma de maneira quase hipnótica, em que você vicia nesse estilo de vida, mesmo que te traga apenas uns trocados no bolso, um busão lotado e problemas estomacais consideráveis.
Você vai pro meio do mato viver junto aos jacarés, sucuris, onças e mutucas malditas que picam por cima da calça jeans, deixando você quase um hematoma gigante (Só pra ficar mais emocionante, evidentemente!). Você toma água de procedência completamente indevida, toma banho gelado, faz a pressão agüentar um calor de 48 graus e a sensação de que seu corpo se transformou em uma bica ambulante de tanto que verte água. Existe também saudades. Saudades dos seus humanos muy amados e saudades de pequenos mimos como o da sua cama e o seu chuveiro.
Mas você agüenta, aceita, sorri chorando e segue crendo nas possibilidades de transformação…
Porque você, de fato, acredita que pode contribuir – ainda que minimamente – para que sujeitos em contextos de isolamento e pobreza possam construir aprendizagens significativas. Você sabe que pode tocar as pessoas e fazê-las sorrir. Sorriso este, pela descoberta que esse ser faz de que é gente. E ser gente está na sinergia da mudança, da transformação, do volver a ser outro, quase que metamorfosicamente !
E é acreditando nisso, que você decide realizar um trabalho de formação de grupo, pensando que se eles se organizarem coletivamente podem fazer reivindicações e lutar pelos próprios direitos. Não importa se eles sejam crianças de 7 ou 8 anos; ou professores de 30 e poucos. Você gasta 20 horas do seu dia pensando nisso e mais umas 10 agindo para ver essa construção iniciada.
Tempos depois quando você nada mais pode fazer, porque a ciranda da vida te afastou pra longe mais uma vez. Você recebe notícias dos que foram razão do seu trabalho no mato e percebe que agora “gentes” de lá aprenderam que podem reivindicar e questionar o que não acham certo, aprenderam que se ficarem juntos e agirem coletivamente terão mais voz, aprenderam que não devem aceitar serem desrespeitados, aprenderam que podem ficar sabidos se trocarem idéias e compartilharem pontos de vista, aprenderam o valor de uma gestão democrática, aprenderam o valor da amizade e da solidariedade…
Sim, eu sabia que era possível…
Por que será que você não me deixa em paz?
27/04/12
17/4/2012
A menina Luz
09/04/12
No tempo que trabalhei em Huánuco conheci pessoas que até hoje trago gravadas na minha carne esbraquiaçada e na minha alma ardente de viajante. Algumas gentes tão pequenas e já tão sofridas pela história.
Foi um ano convivendo com situações viventes muito trágicas, em que tive que embargar o nó na garganta para sorrir e seguir em frente partilhando trabalho.
Neste breve relato, tenho a intenção de contar sobre a Luz Maria. A pequena que desafiou meus conhecimentos psicopedagógicos em um processo terapeutico com prazo de validade. Sim, afinal a psicopedagogia clínica em Huánuco tinha data para terminar, já que possivelmente, eu voltaria ao meu país no fim do tempo de serviço em terras incas.
A queixa era muito clara: a menina de 10 anos parecia não ser capaz de aprender. A pequena Luz sempre dispersa, agitada e sem interesse. A escola era muito agressiva em suas observações “ ela é burra mesmo e deve aprender a plantar batatas”. Sim, no pueblo de onde ela vem as pessoas vivem do cultivo de batatas.
Além das questões relativas a aprendizagem, a menina Luz já trazia em sua trajetória um caso de violência. Ela havia sido abusada por dois familiares muito próximos, algo como um avô e um tio. E essa violência era uma espécie de fantasma que assombrava a mente da nossa menina Maria, que não aprendia a ler nem escrever.
Seus pais, pequenos agricultores e habitantes de um pueblo distante, buscaram ajuda para sua pequena e chegaram a uma instituição, que respeito muito e que guardo muita gratidão por ter podido estar com esses profissionais por um tempo.
A instituição Paz y Esperanza de Huánuco dedica-se a trabalhar com pessoas que sofreram violência doméstica e\ou sexual. Assim como um trabalho de excelência junto as vítimas do terrorismo em terras peruanas. É um trabalho sensacional de militância, luta e resignação. A dedicação que esses profissionais tem, os leva a estar em contato muito próximo com certas imundícies humanas, certamente, não daríamos conta de lutar por essa mesma causa.
Em Paz y Esperanza tive a possibilidade de realizar alguns encontros formativos com a equipe de psicólogos. Foi por meio de um desses encontros que fui apresentada ao caso perdido chamado Luz Maria. Todos os profissionais que tentaram ensiná-la abandonaram a missão no meio da corrida.
Algumas crianças foram eleitas, pela equipe de psicólogos, como casos problemas, por serem considerados os mais dificeis. Luz Maria encabeçava a lista, saía na liderança do grupo de crianças-problemas. Por isso, ela foi eleita para as intervenções psicopedagógicas individuais. Não só por ser um grande problema, mas por ser uma possibilidade bastante desafiante.
Possibilidade que ela mesma tinha de reescrever a própria historia escolar, que ainda era de fracasso escolar, agora com o objetivo de poder escrever letras e ler palavras. E foi nesta ocasião que os atendimentos psicopedagógicos começaram. A meta era fazê-la avançar na aquisição da leitura e da escrita em 5 meses. Inicialmente 1 atendimento por semana de 2 horas e nos últimos 3 meses de trabalho, 3 atendimentos de duas horas por semana.
Comecei com jogos para desenvolver o raciocínio lógico, a psicomotricidade e as palavras. Sempre palavras que tivessem haver com os contextos da menina, palavras que ela mesma pudesse eleger. Animais, frutas e utencílios de menina. Por serem textos de um universo significativo da menina, a aprendizagem ganhou sentido. O sentido trouxe o foco e o interesse. O interesse viabilizou o conhecimento das letras e as letras desvendaram palavras.
E a menina Luz como que por mágica, após um processo de 1 mês e meio, começou a ler as primeiras palavras. Foi um despertar incrível, de um estado que iluminou a vida da nossa pequena Maria. Luz que descobriu a vida por meio das palavras, despertou a voz que tinha direito ao grito, encontrou o feminino perdido na violência, iluminou a vida que conheceu contos de fadas e placas de coletivos.
A menina Luz, por meio de sua aprendizagem significativa, iluminou de palavras a sua família campesina, que tampouco era alfabetizada.
A intervenção que despertou Luz teve seu tempo esgotado. Mas o processo de aprendizagem, uma vez despertado, já não pode ser esquecido e ignorado. A menina Maria tinha Luz, a luz das palavras, a luz da leitura e luz capaz de fazê-la seguir aprendendo mesmo quando ninguém a ensino. Aprendizagem pra vida!
Sinto saudades da menina Luz que me fez acreditar ainda mais …
Experiência pantaneira – Introdução!
24/03/12
As últimas experiências de trabalho foram fortes e intensas. Vivi 4 meses trabalhando por educação de qualidade aos ribeirinhos pantaneiros. Ser psicopedagoga numa escola pública e ribeirinha me trouxe uma outra pespectiva de atuação. Parte do trabalho vivi em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, estruturando a documentação da escola, formando professores e planejando as atividades escolares de 2012, sempre numa perspectiva de construção de identidade de grupo.
Devo dizer que alguns educadores me tocaram muito a alma. Tocaram- me por tanta humanidade, tanto desejo de viver um mundo transformado, tanto desejo de ver as crianças do Rio Paraguai poderem ver que o mundo transcende a vida ribeirinha.
A cheia do Rio Paraguai transborda vida, invade a alma e enche os olhos de ver a natureza acontecendo no transcorrer do ciclo das águas. Ali na fazenda Jatobazinho, educadores guerreiros, amorosamente, ensinam as crianças que vivem num regime de internato. Guerreiros educadores que são humanos, por isso sentem saudades de casa e medo das cobras sempre vistas e parceiras.
Lá na escola do rio, educador desenvolve diferentes papéis sociais, porque a brutalidade da vida, que tão cedo toca a vida das crianças, é ingrediente no dia-a-dia das atividades escolares. Devo dizer que admiro esses companheiros que dedicam sua vida por essa educação.
A escola está na Fronteira com a Bolivia, subindo o Rio Paraguai, a mais de 90km da cidade de Corumbá. Viver nesse contexto de isolamento é para poucos, só se saí da escola a cada 2 meses. A luz elétrica só existe 3 horas por dia, internet enquanto tem luz e numa velocidade quase nula. Chegamos a viver tardes de 48 graus, na quentura úmida das terras pantaneiras.
As nuvens de mosquitos são invencíveis e a vida no isolamento bastante difícil e intensa. Intensa pelo calor, pelos mosquitos, pelo convívio que é sempre coletivo, pelos abraços apertados das crianças, pelos conflitos infantis e pelo desejo de viver um mundo transformado por meio de educação de qualidade.
Toda força do mundo para os queridos que ainda não cruzaram a curva do rio definitivamente …
Odilson, Francisca, Michelle, Selma, Sol e Amilton!
Considerações…
01/12/11
Etapas da intervenção comunitária realizada nos assentamentos humanos Futura Generación e Leoncio Prado
Primeiros passos
Verificar informações, junto aos orgãos públicos, referentes ao desenvolvimento humano nas comunidades que se pretende realizar o projeto.
Sondar a comunidade para levantar informações sobre outras iniciativas de desenvolvimento social na região.
Convite a comunidade para ser parceira no projeto Acordando Palavras Huánuco 2011.
Construção de vínculo
Participar de atividades coletivas como assembleias e celebrações locais.
Propor atividades culturais para ter mais proximidade com a liderança comunitária.
Promocionar reuniões com a finalidade de criar um debate sobre as principais problemáticas enfrentadas pela comunidade.
Acompanhar a liderança local nas demandas diárias, referentes a interesses comunitários como encaminhar junto as autoridades locais as solicitudes para conseguir direitos básicos como água, esgoto, luz.
Algumas importâncias
Considerar o ritmo cultural e de aprendizagem da população de trabalho.
Convidar e envolver a comunidade nas tomadas de decisões referentes a execução do projeto.
Ser transparente no compartilhar dos objetivos e etapas.
Eleger no coletivo as prioridades e resoluções para as dificuldades encontradas.
Valorizar a opinião dos representantes da comunidade envolvidos no projeto e proporcionar por meio dessas opiniões um ambiente de reflexão e leitura do mundo.
Produto final e participação comunitária
Em Futura Generación o produto final foi a construção de um espaço de aprendizagem
Papel da comunidade:
Compra dos materiais e translado da estrada até o terreno da construção.
Doação do terreno de uso coletivo para a construção.
Mão de obra e idealização da construção segundo os padrões locais de estrutura.
Papel da equipe Acordando Palavras:
Construir com a comunidade a identidade desse espaço e as reais razões para ele existir.
Conseguir doações para custear os materias de construção.
Acompanhar os representantes comunitários para fazer os orçamentos referentes a obra, comprar os materiais e acompanhar cada etapa da construção.
Organizar o espaço interno com materiais e jogos.
Produto final e participação comunitária
Em Leoncio Prado o produto final foi um pequeno parque
Papel da comunidade:
Cuidado com o terreno e organização do espaço.
Mobilizar as mulheres, adolescentes e crianças para participar das atividades.
Educadores envolvidos responsaveis em propor ações e atividades.
Papel da equipe Acordando Palavras:
Construir com a comunidade a identidade desse espaço e as reais razões para ele existir.
Conseguir doações para custear as despesas .
Acompanhar as educadoras durante as atividades.
Os primeiros contatos com as crianças de Futura Generación
15/11/11
O trabalho com as crianças do Assentamento Humano Futura Generación foi base para os tempos de formação e diretrizes do trabalho que segue sendo realizado.
A proposta foi iniciar o trabalho com atividades lúdicas, que tivessem objetivos bem focados em pontos importantes da aprendizagem e da necessidade do grupo de trabalho. Para isso, um processo de observação bastante apurado foi realizado para um diagnóstico das crianças participantes do projeto Acordando Palavras Peru 2011.

Esse tempo foi interessante também para conhecer melhor as 3 educadoras envolvidas. Foi nesse primeiro exercicio de observação, que iniciamos um importante aspecto do trabalho, a construção de vínculo.
Percebi que esse tempo de construção de um relacionamento mais próximo com a comunidade, trouxe ingredientes importantes para a mistura que deu forma a identidade do projeto realizado.
Para ler mais…OS PRIMEIROS CONTATOS COM AS CRIANÇAS DE FUTURA GENERACIÓN
Inauguração do espaço de aprendizagem
03/10/11
Depois de muito trabalho e diversos contratempos o espaço de aprendizagem no assentamento humano foi inaugurado. É um espaço bastante modesto e acolhedor para as crianças da comunidade. E falta terminar umas coisinhas como colocar os vidros, refazer a pintura de dentro e terminar a pintura da fachada!
Trabalhamos muito para que isso acontecesse e foi muito emocionante contar com a presença de amigos brasileiros nesse dia – Anderson Rego e Juliana Brunelli. Nossos amigos terminaram a estada de 2 meses em terras huanuqueñas celebrando.
Organizamos o espaço com jogos, materiais escolares e também alguns móveis que eu tinha no apartamento de Huánuco. Fizemos uma cerimonia de inauguração e o mais genial foi ver as crianças participantes em todo o processo.
Antes do espaço ficar pronta as crianças se turnavam para acompanhar a construção e algumas vezes eu os surpreendi brincando com a areia e os tijolos dentro do espaço, mesmo quando este não estava terminado.
No dia da inauguração um senhor que seria uma espécie de “mestre de cerimônia” nos ajudou com o equipamento de som. As crianças com a mão no coração cantaram emocionadas o hino nacional peruano e nós, os brasileiros, cantamos o nosso hino também. O presidente da comunidade fez um discurso e eu em algumas palavras entreguei o espaço a comunidade. Eu estava muito emocionada e pude contar as famílias presentes o porque do nosso tempo de serviço a eles.
As educadoras que seguem trabalhando foram apresentadas, inclusive porque o trabalho é assumido pela Sheila, Mirtha e Maribel. Sheila é nossa educadora desde que o trabalho começou e as duas outras moças recentemente foram incorporadas ao grupo. São elas, Mirtha e Maribel, huanuqueñas e estudantes de Direito com muita vontade de fazer algo por essa gente.
Sheila, Mirtha e Maribel são motivo de muita alegria!
Algumas amigos da “ABU” peruana nos apoiaram com voz e violão e as crianças cantaram algumas canções também, em celebração a esse tempo.
Aqui para uma inauguração, normalmente, eles tem o hábito de quebrar uma champanhe com um martelo e cortar uma fita com as cores da bandeira peruana. Seguimos a tradição e assim as familias puderam conhecer o espaço e compartilhamos algo infantil para celebrar: pipoca doce com refrigerante!
Especialmente alegre, porque o vento uivante e a poeira, que não nos deixa com os olhos abertos, já não são os protagonistas nesse trabalho!
Obrigada Pai querido por essa oportunidade!
Feliz de poder compartilhar com vcs mais essa ação do Nosso Acordando Palavras em Huánuco!

Gente que é poeira, poeira que é gente!
03/10/11
Gente que é poeira, poeira que é gente!
Creio que depois de 9 meses vivendo em um lugar completamente distinto do meu contexto cultural, é tempo de dar a luz a reflexões sobre esse tempo. Depois de um período intenso de gestação vivido na poeira de Huánuco, o “kairós” chegou.
Nos assentamentos humanos, a poeira encrosta nas pessoas a tal ponto que tudo parece uma coisa só!
Poeiras que são pessoas e pessoas que são poeiras!
Tal constatação confesso, que tem doído na carne e na alma de uma brasileira qualquer, que foi escolhida por esse lugar onde a pobreza é cercada de uma paisagem sem igual de exuberância.
Justo eu, que sempre degustei paisagem, sobretudo de natureza, devo dizer que não tenho conseguido sentir o mais puro que esse cenário me pode propiciar, inclusive, porque logo vizinho dessas paisagens exuberantes que só parte dos Andes pode nos presentear, sobrevive gente!
Gente que é poeira, poeira que é gente!
Não posso crer que diante de tanta beleza, gente de diversas histórias vivem em uma realidade tão inóspita. Acho que só nesse processo de gestação entendi parcialmente o que significa ser de uma zona marginal.
Penso que ser de uma zona marginal, em termos práticos, é algo como ser praticamente um coeficiente inexistente dentro de uma mentalidade social. Sobretudo se for de uma zona marginal, dentro do segundo departamento mais paupérrimo de uma nação, considerada pobre dentro da nossa vasta Latino-América!
O vento grita, a poeira agride, a falta de água toca cada porta nas manhãs, em que gentes descem da montanha para ir a uma torneira pública minguando gotas de água de uma fonte duvidosa. É o único abastecimento de água nessa realidade. O espaço físico berra, mas as pessoas parecem silenciadas pela poeira atrevida que cega os olhos e cala o espírito mais contestador.
É nesse lugar que as pessoas de crianças se transformam em velhos, sem que tenha havido um processo intermédiario a que muitos dizem ser a juventude, um dos melhores tempos da vida humana. Como deve ser os melhores tempos de uma população, que no ciclo natural da existencia de crianças passam a ser velhos¿
Judiados pela sobrevivida, pelo novo dia de cada alvorada dentro do coeficiente inexistente!
Dói nos olhos, dói na alma…
Silêncio!
Carol Ferigolli
Boletim Informativo nº006
14/09/11
O nosso Acordando Palavras já tem 9 meses de trabalho intenso em Huánuco e creio que começa a prepararse para dar a luz a iniciativas locais, que devem se desenvolver mais a longo prazo. Foram muito s os encontros, conversas, oficinas, ações com o objetivo de formar uma liderança local capaz de seguir em frente e lutar por melhores condições de vida.
Em Leoncio Prado , o trabalho segue com os adolescentes e crianças da comunidade. Yuli, uma das pessoas mais ativas no trabalho teve que se afastar um pouco porque esta grávida . Ela nos acompanhou em todas as ações até o 8 mês e meio de gravidez. Com certeza é uma mulher muito valente, que seguirá trabalhando assim que seus filhos completarem 1 mês de vida. Torcemos para que esse processo seja tranquilo. Portanto, com a ausência temporária de Yuli segue Carolina coordenando o trabalho. As atividades são realizadas aos sábados das 15hs ás 17hs.
Durante o mês de setembro estamos fazendo uma campanha para a construção de um parquinho em Leoncio Prado, como um espaço de esperança. Entretanto não sabemos se será possivel realizar esse sonho, como nos gostaria, já que até agora tivemos pouca gente apoiando essa iniciativa. Quem sabe você que lê esse informe se anima para apoiar! Ainda resta tempo…De qualquer forma seguimos trabalhando e as ofertas que chegarem até o fim do mês vamos administrar da melhor maneira para intervir nesse espaço.
A liderança de Futura Generación que foi formada nesse tempo, esta trabalhando com a finalidade de formar uma ONG aqui em Huánuco, com o intuito de trabalhar nos assentamentos humanos da cidade. A sede do trabalho vai ser em Futura Generación. O sonho é ter um assentamento humano modelo, no que diz respeito a relação do homem com o ambiente e assim promover ações educativas e ambientais, que produzam mudanças na qualidade de vida das pessoas.
Espaço Verde em Leoncio Prado!
01/09/11
Construção de um pequeno parque no assentamento humano Leoncio Prado
OBJETIVO: Utilizar um terreno de uso comunitário, onde não tem nada além de lixo, uma quadra deteriorada, pedras e poeira; para construir um espaço verde que possa ser um espaço de esperança, onde as crianças e adolescentes da comunidade possam ter uma área de lazer, contato com um mínimo de natureza e ainda ver como o trabalho coletivo pode mudar realidades.
Considerando essa ação parte do processo desenvolvido desde janeiro de 2011, temos envolvimento comunitário e pensamos em um processo formativo como parte da construção desse espaço. Já temos orientação, de profissionais da cidade que nos vão orientar quanto a materiais adequados para o tipo de solo e condições climáticas.
Melhorias no espaço, que desejamos fazer:
• Jardim de flores
• Plantação de algumas árvores
• Reforma da quadra de esportes e pequena arquibancada
• Transformar muros em paineis coloridos
• Bancos e mesas
• Brinquedo de uso coletivo
Até agora temos um grupo de trabalho e a pré-proposta que será realizada em etapas, considerando as doações realizadas, já que não contamos com nenhum pressuposto.
A prestação de contas aos doadores será feita por meio de fotos, vídeos e uma planilha de entradas e saídas, mediante as devidas comprovações que cada doador terá acesso em seu e-mail e também no blog.
Construção de um parque no assentamento humano Leoncio Prado
Contas para doação!
Maria Carolina Veiga Ferigolli
CPF 21711874841
Banco Itau Personalité
Agência 8536
Conta Corrente 03418-7
Banco do Brasil
Agência 3323-5
Conta POUPança 15357-5
Variação 1
Acordando Palavras, Acordando Pessoas – www.acordandopalavras.org





